Veganismo pelos animais. Por eles, logo, por nós

por Andressa Gama

No dia 1° de outubro comemorou-se o Dia Mundial do Vegetarianismo. Dos JunkFood aos Crudívoros, vegetarianos são todas as pessoas que não se alimentam de produtos de origem animal (aqui estamos falando exclusivamente de alimentação).

Existe uma confusão entre os termos vegetariano e vegano, pois, em algum momento, associaram alimentação vegetariana apenas com aquela isenta de carne. Porém, a Sociedade Vegetariana Brasileira, assim como outros órgãos, nos orientam sobre o fato de vegetariano ser todo aquele que se alimenta apenas de produtos vegetais.
Isso não inclui nem o leite e nem o ovo de galinha solta, que toma banho e que é criada pela tia-avó da minha prima. Vegetariano consome apenas derivados vegetais (e fungos, não tirem meus cogumelos de mim!)

Só um guia rápido para a gente se entender daqui em diante:

Vegetarianos (estritos): não consomem nada de origem animal (nem mel).
Ovo-Vegetarianos: Não consomem carne e derivados de leite, mas consomem ovos.
Lacto-Vegetarianos: Não consomem carne e ovos, mas consomem leite animal e derivados.
Ovo-Lacto-Vegetariano: Apenas não consomem carne animal.

Em relação a minha linda e polida alimentação, eu sempre fui a menina dos congelados em meados de 2008. O que fosse mais rápido, gostoso e baratinho, estava lá no meu freezer.

Algumas boas quantidades de lasanhas congeladas para atender almoços em época de estágio de arquitetura no Embaré, atreladas a um pacotão de batata palha, eram o meu cardápio favorito e quase que semanal.

Somos sempre engolidos pela velocidade de produção no trabalho, de atender, de socializar, de ser e ter tantos papéis, que se alimentar com calma e consciência é considerado egoísmo ou conversa de marombeiros de academia.

Se alimentar é, primeiramente, um ato político. Escolher, saber o que você está consumindo, observar seu corpo, entender como seu dinheiro financiou a cadeia produtiva daquele alimento é tão bom e simples. Juro, é simples!

Se tornar vegetariano é questionar o sistema, a poluição, o sofrimento injusto, os nossos recursos hídricos, e, de contrapartida, perceber que seu corpo responde tão bem e melhor a alimentos não repletos de hormônios e antibióticos.

Vejam que mimo essa lista de melhorias:

-Meu odor corporal mudou, para melhor obviamente;
-Meu intestino é um lindo relógio que acerta mais do que meu despertador do celular;
-Ao interromper principalmente os derivados de leite, meu corpo desinchou drasticamente (6 kg);
-Eu me sinto em paz de saber que, apesar do mundo ter tanto problema, e eu estar longe de ser um modelo de paz e caridade, pelo menos no meu prato não entra dor.

Não tem escolha que eu mais me orgulhe do que essa.

Se tornar vegetariano aparentemente é uma escolha pelos animais, pelo planeta, mas foi tão mais benéfico para mim.

Eu sou Andressa Gama e estarei quinzenalmente aqui com vocês, batendo um papo e falando umas groselhas.
Se você precisar de ajuda ou quiser dicas sobre vegetarianismo e veganismo, pode procurar a Menina Verde nas redes sociais.

* Andressa Gama é ativista vegana, empresário do segmento e arquiteta

Colunista convidado

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