Estou insatisfeito com meu trabalho. E agora?

Por Maristela Low

Você sabia que a insatisfação profissional atinge um número expressivo de pessoas e que muitas delas não têm a percepção do que estão sentindo?

A maioria acha que está passando apenas por um momento mais difícil no trabalho, que pode ser reflexo da falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, mas que tudo é transitório e logo estarão bem.

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e pelo grupo LTM (Loyalty & Trade Management), 56% dos trabalhadores estão insatisfeitos profissionalmente.

Em 2016, apliquei uma pesquisa com meus contatos pessoais, para a qual selecionei apenas pessoas bem empregadas e bem remuneradas, com o objetivo de medir o nível de satisfação delas. Percebi exatamente que era predominante uma insatisfação profissional, já que a maioria relatou o sentimento de estresse, noites mal dormidas por preocupações profissionais, falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, entre outras queixas.

A maioria das pessoas não percebem que estão insatisfeitas

Mas quando eu pedia para assinalar a alternativa sobre estar ou não insatisfeitos profissionalmente havia uma discrepância. Daí concluí que a percepção da insatisfação não é clara. E que as pessoas não percebem que certos sentimentos sinalizam a insatisfação, como por exemplo:

– Desânimo ao levantar de manhã para o dia de trabalho e ficar com vontade de não ir;
– Trabalhar mais feliz na semana que possuí feriado;
– Estar mais alegre na sexta-feira, pois o final de semana está chegando.

Esses são exemplos simples do dia-a-dia, que passam despercebidos, assim como o sentimento de estresse, as noites mal dormidas, entre outros aspectos. O fato é que estar exposto a esses sentimentos por um tempo prolongado pode causar sérios riscos à saúde.

Na maioria das vezes não se pode largar tudo e ir em busca do seu sonho, por questões financeiras, ou porque se investiu na faculdade e agora precisa se dar bem na área. E o pior: há situações em que a pessoa nem sabe o que de fato quer.

Mas, a boa notícia é que é possível desenvolver o amor pelo trabalho sem precisar largar tudo.

Dá para amar o trabalho sem largar tudo

O primeiro passo é entender que a satisfação pode ser construída, exatamente como vivemos construindo nossa felicidade. Ninguém chega em um determinado ponto e diz: Pronto, agora estou feliz e pleno!

As coisas mudam e o que a gente gosta também muda, precisamos estar preparados para isso.

As perguntas que eu faço são:

– O que você faz no seu trabalho que você gosta?
– O que você pode fazer no seu trabalho com as suas habilidades?
– O que você faz bem, que te deixa feliz no dia-a-dia?

Saber o que gosta e expressar aos colegas e líderes sobre as habilidades que mais te satisfazem pode ser um caminho para abrir novas oportunidades e até para ser lembrado para um determinado cargo.

Elaborar um ‘inventário de reflexões’ é o primeiro passo para identificar oportunidades que existem onde você está.

Sabotadores do nosso sucesso

Os maiores sabotadores do nosso sucesso, infelizmente, somos nós mesmos. Herdamos pensamentos que nos são passados de várias gerações e que, com certeza, podem limitar a nossa percepção sobre nossa carreira, bem como outras áreas da nossa vida, por exemplo:

Achar que existe trabalho perfeito, “Faça o que ama e não terá que trabalhar um dia sequer na sua vida!” Quem nunca ouviu ou leu essa frase, do filósofo Confúcio?  Essa afirmação nos leva a sentir frustração, em especial se não estamos plenamente felizes porque não encontramos o que realmente gostamos de fazer ou não estamos no ‘trabalho perfeito’. A interpretação que nosso inconsciente dá para o que ouvimos ou lemos pode estar nos causando muito desconforto.

Outro sabotador é o trabalho pelo dinheiro. Escuto constantemente relatos de filhos, cujos pais aconselham que prestem um concurso público com o objetivo de terem salário e estabilidade. E os filhos, para atender ao anseio dos pais, buscam concurso ou empregos cujo salário seja um diferencial e assim ganham a ilusão de serem felizes porque são bem remunerados. É lógico que essa satisfação é curta, pois focar apenas no dinheiro é algo que não se sustenta.

E não é nada fácil deixar de pensar nisso, afinal quem não quer ter mais conforto, uma boa casa, viajar, comprar o carro que sonha, poder pagar as melhores escolas para os filhos? Enfim, tem muita coisa que nos atraí, e não tem nada de errado nisso, tudo é importante. Assim como essa lista muda radicalmente de pessoa para pessoa, pois é muito particular, desde que só a questão material não seja seu único motivador.

Acreditar que a recompensa só acontece no final é outro pensamento que cai por terra pois se felicidade é uma construção na nossa vida, como citei inicialmente, a satisfação também é construída, passo-a-passo, degrau por degrau, e o gosto por essa conquista é o que deve nos motivar todos os dias.

Pensar que nossas habilidades e interesses não mudam é um erro, nós mudamos constantemente e, se mudamos, nossos interesses profissionais também podem mudar.

O Coach é o profissional que pode ajudar a desvendar o que está por trás desses sentimentos e te apoiar na trajetória para um profissional realizado.

Maristela Low

Coach de carreira e negócios

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