Festival das Estrelas, o maior evento japonês de rua do mundo é neste final semana

A 41ª edição do Tanabata Matsuri acontece no bairro da Liberdade, em São Paulo.

O Tanabata Matsuri (Festival das Estrelas) celebra o Japão, no Brasil, há mais de 40 anos! Quem nunca participou se prepara que é neste final de semana, dias 13 e 14 de julho, das 10h30 às 19h (domingo vai até às 18h).

O evento é gratuito e tem uma programação intensa de shows, danças folclóricas – cerca de 800 dançarinos -, oficinas de origami, e apresentações de Taikô, os tradicionais (e lindamente sonoros!) tambores japoneses. São esperadas cerca de 200 mil pessoas num público rotativo, nos dois dias de Festa.

O Festival das Estrelas acontece em torno da praça Liberdade-Japão, mas todas as ruas do bairro brasileiro mais japonês que você já viu, também ficam cobertas de desejos em forma de pedidos aos deuses. Calma que a gente já explica a origem dessa festa. Oitenta bambus de aproximadamente 13 metros de altura, e outros 500, com cerca de dois metros são espalhados pelo bairro, e recebem enfeites coloridos de papel simbolizando as estrelas, os tanzakus!

TANZAKUS – são esses pequenos cartões onde as pessoas escrevem seus pedidos. Depois de mentalizar com vontade, basta comprar um tanzaku, escrever e pendurar no bambu. Tem seis cores: amarelo = dinheiro, branco = paz, vermelho = paixão e gratidão, verde = esperança, rosa = amor e azul = proteção de céu e saúde. No último dia do Festival,  os bilhetes são queimados com o intuito de que os desejos ali escritos cheguem ao céus, para que as estrelas Vega e Altair – personagens da lenda – consigam realizá-los.

A Lenda

O Festival das Estrelas surgiu de uma lenda de mais de quatro mil anos que fala da história de amor de Orihime – filha do deus do reino celestial – e Kengyu – pastor de bois. Depois de casados, os jovens destinam seu tempo somente ao amor, esquecendo seus afazeres e obrigações. O pai de Orihime, indignado com o descaso da dupla apaixonada, ordena que os dois vivam separados, um de cada lado da Via Láctea, mas permite que o casal se reencontre uma vez por ano – no sétimo dia, do sétimo mês – desde que acatassem uma ordem: atender aos pedidos vindos da Terra. Ai, tão linda essa lenda, né?!

Segundo a mitologia japonesa, Orihime é representada pela estrela Vega, e Kengyu, pela estrela Altair que fica do lado oposto na galáxia, ou seja, duas estrelas que realmente só se encontram uma vez por ano! Entenderam agora o porque de colocar os pedidos no papel, eles serem queimados para chegarem aos céus e, assim, as estrelas poderem realizá-los?

A organização desta festa linda é da ACAL – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, entidade que faz a integração entre os moradores e comerciantes do bairro da Liberdade, promovendo eventos importantes não só para a comunidade japonesa que vive em São Paulo, mas para todos aqueles que adoram conhecer  culturas de outros povos, outros países.

Fabiana Oliveira

Editora da Revista Nove

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