O que vai no seu prato? Vegetarianismo e veganismo na Baixada Santista

Entende um pouco sobre os vários tipos de dietas alimentares

Já pensou em considerar uma alimentação mais saudável, menos artificial e preocupada com a saúde também dos animais?

Antes de mais nada, precisamos deixar claro: aqui, não há intenção de nenhuma apologia ao não consumo de carne ou qualquer outro alimento. Há, sim, a pretensão de apresentarmos algumas ideologias que vêm ganhando espaço, inclusive na região. Vamos aqui pontuar as diferenças entre veganismo e vegetarianismo, esclarecer alguns mitos sobre este assunto, falar sobre alimentação natural e alimentos orgânicos, vertentes da alimentação que têm conquistado novos públicos – inclusive jovens.

Também não nos cabe, nestas páginas, tomar partido sobre as discordâncias entre os grupos com relação às terminologias, mas usá-las da maneira como são usualmente apresentadas aos diversos públicos, ainda que sejam questionadas pelos estudiosos.

O fato é que essa nova realidade vem, aos poucos, alterando o cenário gastronômico da Baixada Santista, fazendo surgir restaurantes, empórios e gôndolas nos supermercados direcionados a estes novos consumidores, atraindo, inclusive, fornecedores de produtos vegetarianos, veganos e orgânicos à região.

Os motivos para tantos novos adeptos a esta alimentação com mais ‘qualidade’ podem ser vários: saúde, ética, religião, preocupação com o meio ambiente e com os animais e até estética. Não nos cabe aqui julgar, mas apresentar essa realidade que já está incomodando as redes de fast food e pode trazer novas opções a sua rotina e, de quebra, dar um up grade na sua qualidade de vida.

O seu melhor amigo é vegano, mas, na verdade, você não entende bem o que isso significa, apenas sabe que ele não come carne. Mas nem peixe?! Você costuma ir a um restaurante vegetariano com a turma do trabalho, mas não entende porque tem tantas coisas que não são vegetais no cardápio. Aquela sua prima entrou numas de defender os animais e não come mais ovos e tampouco toma leite. Até a gelatina entrou na lista negra. A gelatina?

É muito natural, entre os não adeptos, que haja confusão sobre os conceitos destas duas vertentes, principalmente quando não se está claro o motivo pelo qual fulano ou beltrano não consome carne ou derivados dela. Não é complicado entender se nós dividirmos os vegetarianos em alguns grupos, dentre os quais estão os veganos. Então, vamos aos conceitos.

De maneira geral, vegetarianos são todos aqueles que abriram mão do consumo de carne – incluindo frango e peixe – em sua alimentação. Esta decisão pode estar relacionada a questões de saúde ou, como a maioria alega, em defesa da causa animal, uma forma de evitar ou não apoiar a matança das diversas espécies para suprir a alimentação humana.

No entanto, algumas variações ocorrem entre os diversos grupos, principalmente no consumo entre os derivados de animais. O não-consumo de carne é comum a todos estes grupos, mas alguns continuam consumindo ovos, laticínios e mel, por exemplo. No extremo oposto, estão aqueles que não consomem nada de origem animal ou que provoque a exploração destes seres, não só na alimentação, mas no vestuário, entre os itens de higiene pessoal, beleza e entretenimento.

Vegetarianos e veganos, dieta ou estilo de vida? Afinal, qual a diferença?

Ovolactovegetarianos

Ovolactovegetarianos

Este grupo representa boa parte das pessoas que se dizem vegetarianas, mas, apesar de terem aberto mão do consumo de todo o tipo de carne na alimentação (inclusive frango, peixes e frutos do mar), ainda consomem ovos e laticínios. Como são muitos os produtos que usam derivados de leite em nossa dieta diária, abrir mão dos laticínios é um grande desafio.

Lactovegetarianos

Lactovegetarianos

Além de não consumirem nenhum tipo de carne, os lactovegetarianos também não consomem ovos, mas mantêm-se alimentando com leite e seus derivados (manteiga, queijo, iogurte etc). Este tipo de dieta é muito comum em países como a Índia e pode ter relação com crenças religiosas.

Vegetarianos Estritos

Vegetarianos Estritos

Todos aqueles que abriram mão do consumo de carne animal e também de qualquer produto de origem animal, como laticínios, ovos e mel são chamados de vegetarianos estritos. São considerados os verdadeiros vegetarianos e também confundidos com veganos, pois, do ponto de vista nutricional, de fato, veganos são vegetarianos estritos, mas a questão do veganismo é mais complexa, já que não é exclusivamente uma dieta, passa a ser um estilo de vida.

Veganos

Veganos

A decisão deste grupo envolve questões éticas e não se limita às restrições alimentares. Os veganos não se alimentam e também não consomem nenhum produto de origem animal, como lã, peles, couro, seda, gelatina (que leva tendões e cartilagens na composição). Eles também se negam a usar produtos testados em animais ou que promovam o sofrimento de qualquer espécie, inclusive não frequentam zoológicos, touradas, circos, parques ou qualquer outro entretenimento que use animais nas apresentações.

Frugívoros e Crudívoros

Frugívoros e Crudívoros

Há, ainda dois subgrupos, com dietas ainda mais restritas: os frugívoros são veganos que só se alimentam de frutas e os crudívoros são vegetarianos que só comem alimentos crus, muitas vezes germinados. Estes não são veganos, pois, normalmente, a escolha da dieta é por questões de saúde e, não raro, se alimentam de mel ou outros produtos de origem animal.

Pronto, agora você já conhece os grupos de consumidores que não comem mais carnes e também aqueles que não ingerem sequer os seus derivados. Mas do que se alimentam, como sobrevivem e onde encontram – aqui na Baixada Santista – os seus alimentos?

Aproveite para conferir [aqui] nossa lista de opções vegetarianas e veganas em Santos.

Vamos considerar os vegetarianos estritos e pensar que tipo de alimentos serviriam à dieta diária deste público. Na base da pirâmide alimentar, estão os cereais, preferencialmente os integrais (arroz, centeio, milho, aveia, trigo etc) e os derivados deles, como pães, macarrão, biscoitos e muitas outras opções; vegetais, legumes e frutas também podem ser consumidos generosamente e as leguminosas (feijão, soja, grão de bico, amendoim, ervilha e lentilha) e oleaginosas (castanhas, nozes, pistache, avelã, amêndoa e macadâmia) devem ser consumidas com critérios e integram o topo da cadeia alimentar vegetariana.

Para a nutricionista da Dieta Vitória, Angélica Croccia, é preciso cuidado para que se mantenha uma alimentação balanceada, caso contrário acaba sendo necessário um suporte medicamentoso para suprir a falta de alguns nutrientes no organismo. ‘As dietas vegetarianas restritivas oferecem alguns riscos, como a falta de ferro, vitamina B12 e proteínas, portanto é preciso acompanhamento profissional’, alerta.

Confira também [aqui] a coluna especial da Andressa Gama, para entender um pouco mais sobre o veganismo.

Angélica lembra que a carência de alguns nutrientes no organismo pode levar a anemia, fadiga, depressão, deficiência de hormônios, infertilidade, diarreia, branqueamento dos cabelos e até transtornos mentais. Por isso, ao se optar pela dieta vegetariana é importante procurar um especialista.

Em contrapartida, conforme lembra a nutricionista Eliane Melo, ‘se a dieta for bem planejada, os vegetarianos, em geral, têm o peso normal, apresentam menor pressão sanguínea e menor nível de colesterol, tendo assim menos risco de adquirir uma doença cardíaca’.

Eliane lembra que a dieta ideal de cada pessoa é única e varia segundo fatores como a idade, sexo, clima, atividade, secreções endócrinas, superfície corporal, condições fisiológicas, modo de vida e muitos outros fatores. ‘Por isso, é importante que, assim como todas as pessoas, os vegetarianos se submetam a exames anuais e, no caso dos vegetarianos estritos, semestrais, para garantirem que está tudo bem com a saúde’, conclui.

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