Se você trabalha com gastronomia, provavelmente já disse — ou ouviu — essa frase nos últimos meses: “Tem emprego, mas não tem gente.”
A rotatividade virou quase um personagem fixo nos bastidores de bares e restaurantes. Contrata, treina, adapta… e, quando parece que tudo vai encaixar, alguém sai. A operação sente, a equipe sobrecarrega e o ciclo recomeça.
Mas talvez a pergunta mais importante não seja onde estão as pessoas. Talvez seja: o que faz as pessoas quererem ficar?
Na gastronomia, a rotina é intensa, o ritmo é acelerado e o cliente nunca espera. Por isso, a construção de uma equipe sólida vai muito além da contratação: passa por cultura, organização e, principalmente, suporte.
Muitos estabelecimentos ainda enxergam a troca constante como inevitável. Só que, na prática, substituir custa caro: tempo, energia, treinamento e qualidade. Às vezes, investir em quem já conhece a operação é muito mais estratégico do que começar do zero.
E aqui entra um ponto que pouca gente fala: ter parceiros certos muda o jogo.
Uma consultoria atuante, por exemplo, não ajuda apenas em processos e segurança dos alimentos, ela também apoia na organização da rotina da equipe, no treinamento contínuo e até na conexão com profissionais. Na VeriFood, por exemplo, mantemos um banco de currículos ativo e estamos sempre conectados com o mercado. Porque sabemos que, no dia a dia real, gestão de pessoas e segurança dos alimentos caminham juntos.
Outra alternativa inteligente é olhar para as instituições locais. Os sindicatos e associações da região — como o SINHORES, aqui na Baixada — oferecem acesso a bancos de talentos, capacitações e apoio para o desenvolvimento das equipes.
Porque, no fim das contas, a pergunta não é só “onde encontrar pessoas”, mas: como criar um lugar onde elas queiram construir uma história?
Talvez a resposta esteja menos em contratar mais… e mais em cuidar melhor de quem já está dentro da cozinha.
E você, do lado do balcão ou da mesa, já percebeu quando uma equipe trabalha alinhada? A experiência muda, o atendimento muda — e a comida também.
Porque por trás de um prato bem servido existe algo que muita gente não vê: pessoas preparadas fazendo escolhas certas todos os dias (inclusive na hora de receber cada ingrediente que chega à cozinha.)
E é justamente aí que começa nossa próxima conversa.
Na semana que vem, vamos falar sobre o litoral — e por que Santos, como porta de entrada de tantos insumos, tem um papel fundamental na história e na segurança da gastronomia brasileira.
Foto: I.A