Pesca esportiva: um roteiro na Baixada Santista

Fomos conhecer os melhores locais para pescar na região

Não é papo de pescador, não sinhô. O repórter aqui voltou com um robalo no anzol na primeira vez – na vida – em que lançou uma vara ao mar.

Em nosso dia de Pesca Esportiva na Baixada Santista, o tamanho do peixe era o menos importante e a foto do feito existe, mas preferimos destacar nestas páginas outras fisgadas de maiores quilates.

Faltava experiência da minha parte, mas sobrava ao Carlinhos, o guia de pesca que nos acompanhava e que escolheu os melhores pontos na região costeira do Guarujá para a prática da pesca esportiva (ou pesca recreativa, aquela praticada por lazer, da qual não depende a subsistência do pescador).

Partimos de uma marina no Japuí, em São Vicente, perto das sete da matina, munidos de 100 camarões vivos, que seriam nossas iscas; caprichados lanches e um cooler com refrigerantes e águas. ‘Dispenso os refrigerantes’, falei pra proprietária da marina. ‘Vai levar sim, porque no mar vai dar vontade de adoçar a boca’, respondeu sabendo do que estava falando. Nunca uma coca-cola foi tão bem-vinda.

Todos o a bordo

A bordo de um barco robaleiro de sete metros, que comporta confortavelmente quatro pescadores, além do piloto, saímos para tentar a sorte. ‘Vou levar vocês nos melhores pontos de pesca da região’, garantiu Carlinhos. Além das iscas vivas, também tínhamos jig head e jump jig (iscas artificiais), anzóis de robalo, chumbos de 45g e 50g e, claro, varas (de 17 libras).

Com este equipamento estávamos aptos a pescar robalos, corvinas, pescadas-amarelas, xaréus, sarabiguaras, galos, sargos, miraguaias, entre outros comuns na região.

De acordo com o guia, desde a marina, no Japuí, em São Vicente, até a Ilha dos Arvoredos, em Guarujá, são inúmeros pontos bons para a pesca. Ponta Grossa, Saco do Major, Guaiuba e Praia do Moisés são alguns deles. ‘A Ilha da Moela é um dos melhores lugares, pois só ao redor dela são quase 30 pontos propícios’, explica Carlinhos. ‘Só não pescamos próximo do Parque Estadual Xixová-Japuí, entre São Vicente e Praia Grande, pois ali é área de preservação ambiental’.

Todos os peixes pescados foram devolvidos ao mar, mas os pescadores podem embarcar o que pescaram, desde que cumpram as normas da polícia ambiental.  Cada pescador pode levar 15 kg de peixe mais um exemplar a escolha dele (por exemplo: caso ele pesque um robalo de 8 kg, ele pode escolher esse como sendo o exemplar e embarcar mais 15 kg de outros peixes).

É preciso também respeitar o tamanho mínimo das espécies e para isso há uma régua desenhada no barco.

Companhia no caminho

Encontramos muitos barcos robaleiros pelo caminho e alguns já contabilizavam bons peixes. Uma saída para pesca esportiva da Marina Dona Rosa costuma ir das 7h às 17h, mas o tempo vai depender do grupo. ‘Recebemos muitos estrangeiros e eles gostam de parar nas praias afastadas para fazer churrasco, peixe na brasa e até sashimi. Nós é quem preparamos tudo’, conta o quase sushiman Carlinhos.

Mais do que um exercício de paciência, a pesca esportiva (nas águas da nossa região, sobretudo), é uma oportunidade de se reconectar com a natureza, contemplar cenários paradisíacos, navegar por vários tons de azuis e verdes, conhecer praias isoladas – e até grutas (se você estiver bem guiado) e, claro, comemorar cada fisgada de sucesso, torcendo para que não tenha sido um peixinho ladrão de isca.

Ao desembarcar de volta na Dona Rosa, por volta das 13h, a proprietária nos esperava com a mesma alegria com que nos recebeu às 7h, e um delicioso linguado à Belle Mounière, acompanhado de arroz à grega, batata soutê, camarão na manteiga, champignon e alcaparras. Um prato muitíssimo bem servido e mais que suficiente para três famintos pseudo-pescadores.

Fotos: Christian Jauch

Diego Brígido

Editor da Revista Nove | Guia Comer & Beber

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