Todo mundo tem uma memória de festival. Normalmente ela envolve um palco iluminado, um refrão cantado por milhares de pessoas ao mesmo tempo, ou aquele momento em que a multidão vibra junto e parece que a cidade inteira está ali
Em eventos como o Lollapalooza, o espetáculo está sempre voltado para a frente do palco, para a música, para a energia coletiva que transforma um espaço em algo quase épico por alguns dias. Mas, curiosamente, existe um outro festival acontecendo ao mesmo tempo. Um que acontece nos bastidores, longe das luzes, mas que também precisa funcionar com precisão absoluta.
Entre um show e outro, o público caminha pelo evento em busca de comida, bebida e um lugar para descansar um pouco antes do próximo artista subir ao palco. E é aí que entra uma parte da engrenagem que quase ninguém percebe. Enquanto milhares de pessoas se deslocam entre os estandes, existe uma operação intensa acontecendo dentro das cozinhas temporárias do festival. Ingredientes chegam, equipamentos trabalham sem parar, equipes produzem em ritmo acelerado e cada minuto conta. Em um ambiente assim, qualidade e segurança dos alimentos deixam de ser apenas um detalhe técnico e passam a ser parte essencial da experiência de quem está ali.
Neste ano, a VeriFood esteve presente no acompanhamento sanitário de três operações dentro do festival: Stunt Burger, Evo Focaccia e Good Cop Donut. Nosso trabalho acontece justamente nesse território silencioso entre a gastronomia e a organização. Em eventos de grande porte, como um festival internacional, cada detalhe precisa estar sob controle. Temperaturas, armazenamento, fluxos de produção, manipulação, organização das áreas e coleta de amostras fazem parte de uma rotina que acontece ao mesmo tempo em que milhares de refeições são preparadas e servidas.
Quem trabalha com gastronomia sabe que eventos são ambientes particularmente desafiadores. O volume de produção é alto, o ritmo é acelerado e as equipes precisam tomar decisões rápidas enquanto lidam com filas, fornecedores, equipamentos e público. É exatamente nesses momentos que planejamento, treinamento e acompanhamento técnico fazem a diferença. A segurança dos alimentos não aparece nas fotos do festival, mas ela está presente em cada processo que permite que aquela operação funcione sem interrupções.
Talvez por isso acompanhar esse tipo de evento sempre faça lembrar das cozinhas que vemos todos os dias por aqui. Quem trabalha com restaurantes sabe que a gastronomia tem algo de bastidor também. O cliente vê o prato pronto, a mesa cheia, o movimento do salão. Mas, atrás da porta da cozinha, existe um outro ritmo acontecendo: estoque sendo organizado, etiquetas sendo colocadas, temperaturas sendo conferidas, decisões sendo tomadas para que tudo chegue ao cliente exatamente como deveria. É um trabalho silencioso, mas essencial para que a experiência aconteça.
No final das contas, o público volta para casa com lembranças dos shows, das músicas e dos encontros que aconteceram durante o festival. Pouca gente pensa sobre o que foi necessário para que cada operação gastronômica funcionasse em meio a tanta gente, tanta energia e tanta velocidade. Mas é justamente ali, nos bastidores, que a qualidade acontece. E para quem trabalha com segurança dos alimentos, acompanhar esse tipo de operação é quase como assistir a um outro espetáculo acontecendo ao mesmo tempo: só que do lado de dentro da cozinha.
Foto: I.A