Amauri Alves

transformando ruas em palcos

Ele é vicentino, mas sua arte já extrapolou o continente americano.

Nascido na cidade onde chegaram os portugueses que fundariam a primeira vila do Brasil, Amauri Alves reintegra nossas raízes com Portugal ao realizar, há três anos, na Vila do Conde, o maior espetáculo de rua do país.

A história dele com o teatro começa aos 10 anos de idade no Colégio Brasília, em São Vicente, e aos 11 passa a integrar o GATA (Grupo Alegre de Teatro Amador), com o qual passou a adolescência atuando em diversas montagens.

Formou-se em Artes Cênicas no CARMUS (Centro Artístico e Musical de Santos) e criou as companhias de teatro especializadas em teatro de bonecos, Núcleo Malucolengos e o Núcleo Cavalo de Troia.

Aos 21 anos já era professor de teatro no Colégio Carmo e aos 23 lecionava na Faculdade de Artes Cênicas em Santos e também era chefe de Departamento de Cultura em São Vicente.

Amauri participou de festivais de teatro em Portugal, na Colômbia e no Paraguai e mais tarde criou a Cia Histórias do Baú, com a qual foi ganhador, no ano 2000, do Prêmio APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, como melhor espetáculo para “Os três Porquinhos – A Pantomima”; prêmio Sesi-Coca-Cola; Mapa Cultural Paulista, entre outros.

Vencedor de vários editais PROAC, percorreu centenas de cidades do Estado de São Paulo com seus projetos. Foi secretário da Cultura de São Vicente de 1999 a 2002 e de 2013 a 2016.

Especializou-se em teatro comunitário com grandes encenações históricas que dirigiu e roteirizou em São Vicente, Cubatão e Santos. Amauri foi um dos grandes responsáveis por transformar a Encenação da Fundação da Vila de São Vicente no maior espetáculo em areia do mundo, com menção no Guinness Book of Records. Ele atuou em mais de 20 edições, como ator, cenógrafo, diretor e produtor e foi na sua gestão à frente da Secretaria de Cultura da cidade que o espetáculo se profissionalizou.

Esteve este ano novamente em Portugal, onde encenou, pela terceira vez, o teatro musical ‘Um Porto para o Mundo’, considerado o maior espetáculo de rua do país. Amauri também tem projetos realizados no Japão, Espanha e em diversas cidades portuguesas.

Sua ligação com São Vicente é inegável. Cidade onde nasceu em 1964, onde despertou para o teatro, 10 anos depois, e para a qual entrega seu trabalho e seu talento há muitos anos. Ganha a região, ganha o país, ganha a arte mundial. Ganhamos todos nós.

Diego Brígido

Editor da Revista Nove