O surf e o instituto Gabriel Medina

Formando novos campeões

Foi nas ondas de Maresias, em São Sebastião, que o primeiro brasileiro campeão mundial de surf, Gabriel Medina, aprendeu a surfar.

É lá também que ele está deixando um legado para as novas gerações de surfistas, por meio de um projeto idealizado e financiado com recursos próprios.

A ideia do Instituto Gabriel Medina surgiu antes da conquista do campeonato mundial, mas virou realidade em fevereiro de 2017 (Medina conquistou o título em 2014, aos 20 anos).

O projeto surgiu para formar novos campões no surf, inspirados pela trajetória do maior ídolo da modalidade brasileira na atualidade e já se tornou referência no Brasil e até no exterior como centro de preparação de alto rendimento para jovens talentos do esporte.

A seleção

Os integrantes do projeto, jovens de 10 a 17 anos, são selecionados no Circuito Medina de Surf e o IGM oferece, gratuitamente, toda a estrutura necessária para se tornarem campeões, além de proporcionar aos atletas aulas de idiomas.

Os jovens também recebem alimentação, pranchas e roupas de borracha, custeio de viagens para competição, além de outros benefícios como treinamentos de natação e de apneia, apoio psicológico e tratamentos fisioterápico e odontológico. Como contrapartida, o Instituto exige a frequência nos treinos e na escola, no contraturno.

Gabriel Medina

Nascido em 22 de dezembro de 1993, Medina começou a surfar aos nove anos, influenciado pelo pai, Charles Saldanha, em Maresias. O primeiro título de destaque nacional veio aos 11 anos no Rip Curl Grom Search, na categoria sub12, em Búzios, no Rio de Janeiro.

A primeira conquista no exterior foi o segundo lugar no Volcom Sub14, na Califórnia. Em 2009, Medina assinou contrato com a Rip Curl e iniciou a carreira profissional.

No mesmo ano venceu a etapa do Mundial, no Brasil, e em 2011 se garantiu na elite mundial, com apenas 17 anos, o mais jovem até hoje. Foi campeão mundial Pro-Júnior, também pela World Surf League (WSL), em 2013, comemorando o título no Brasil, na Praia da Joaquina, em Florianópolis.

No ano seguinte, se consagrou o primeiro brasileiro campeão mundial, que garantiu a Gabriel o status de ídolo nacional.

Diego Brígido

Editor da Revista Nove