Praça da Paz, em Praia Grande

Fotos: Amauri Pinilha

Provavelmente você a conheça como Praça das Cabeças.

Isso porque o que chama a atenção quando se passa entre as avenidas Brasil e São Paulo, no Boqueirão, em Praia Grande, são enormes cabeças contornadas por um espelho d’água.

A praça, com 58 metros de diâmetro, foi inaugurada em janeiro de 2007 e exibe sete esculturas que pesam entre 17 e 30 toneladas com até dez metros de altura. São bustos esculpidos em aço carbono e ferro, do escultor Gilmar Pinna, especialista na arte de esculpir em metais, natural de Ilhabela, mas com obras espalhadas mundo afora.

As esculturas ficam em ilhas, cercadas por espelhos d’água e com passarelas ao redor, para facilitar o acesso. São ocas, o que permite aos visitantes entrarem nelas. A praça é referência em acessibilidade, com piso podotátil – percebido pelos pés – e placas em braile.

Os sete bustos, juntamente com outros três, sendo dois instalados em frente ao Palácio das Artes, também em Praia Grande, compuseram a exposição Retratos da Vida, em 2006, no Memorial da América Latina, em São Paulo, a maior coletânea de obras de Pinna.

As cabeças

As cabeças

As esculturas representam Sérgio Vieira de Melo, Jesus Cristo, Maria – Mãe de Jesus, Papa João Paulo II, Madre Tereza de Calcutá, Mahatma Gandhi e Nelson Mandela. Estas figuras foram importantes expressões da paz mundial e por isso a praça recebeu o nome de Praça da Paz, como um convite às pessoas refletirem sobre a paz no mundo.

Uma exposição de arte a céu aberto com um simbolismo que vai além do que se pode ver.

Diego Brígido

Editor da Revista Nove