Loira do Banheiro: a história que surgiu no colégio Canadá

Essa lenda urbana você já conhece, e provavelmente ela assombrou seus anos de escola.

A base dessa lenda é sempre a mesma: uma mulher loira, pálida, vestida de branco e com algodões no nariz, que assombra os banheiros femininos de escolas e mata suas vítimas. Mas você conhece a história da Loira do Banheiro do colégio Canadá? Muitas histórias rondam essa personagem, e você provavelmente já ouviu alguma delas. Acontece que, na verdade, a história nasceu bem aqui na Baixada Santista, após uma tragédia registrada no colégio Canadá.

Existem muitas versões dessa lenda, e é importante dizer que ela funciona bem nas escolas, já que supostamente, a menina estaria matando aula no banheiro, quando bateu a cabeça e morreu. A história a seguir é semelhante a essa, mas conta a lenda com mais detalhes. Conheça agora a origem desta que é uma das lendas urbanas mais famosas do país, e que começou na primeira escola pública da região, em Santos.

O caso aconteceu em uma manhã de 1944, quando o colégio tinha o professor Zacarias Farias como diretor. No dia do ocorrido, o diretor foi chamado para uma emergência no banheiro feminino da escola: uma aluna havia cortado os pulsos e desmaiado, mas quando caiu, bateu a cabeça no vaso sanitário, o que causou sua morte. A jovem em questão era Luciana, de 15 anos. Luciana tinha uma melhor amiga e confidente, Marcinha, com quem costumava matar aula no mesmo banheiro.

Dizem que o que motivou o suicídio de Luciana foi a notícia de que Marcinha seria mandada para um convento de freiras. Acontece que, além da amizade, muitos na escola comentavam que as duas escondiam também um romance. O romance teria sido delatado por um outro colega, e o pai de Marcinha teria tirado a filha da escola por conta disso, mandando a jovem para um convento no interior do estado. O medo da repercussão do ocorrido fez com que Luciana decidisse colocar um fim em sua vida.

Como se a história já não fosse assustadora o suficiente, não acabou aí. Um mês após o caso, uma aluna da mesma sala de Luciana viu o espírito da menina no banheiro. A garota estava lavando as mãos quando sentiu uma presença, e ao se virar, deu de cara com a jovem pálida, com algodão no nariz e usando a roupa com a qual foi enterrada. De acordo com o relato da aluna, o espírito teria segurado em seu pescoço com as mãos geladas, em uma tentativa de beijá-la. A aluna conseguiu se esquivar e saiu correndo, aos gritos. Outras aparições foram relatadas, ainda mais frequentes, o que começou a causar pânico entre os alunos.

A princípio, as alunas não usavam mais o banheiro feminino, mas com o tempo, muitos alunos deixaram também de ir às aulas, tomados pelo medo. De acordo com a história, o espírito de Luciana estaria voltando ao local de sua morte à procura de sua melhor amiga, Marcinha.

Na tentativa de conter a situação e evitar que as notícias se espalhassem pela cidade, o diretor fez um acordo com os alunos que viram ou sabiam das aparições: eles deveriam guardar segredo em relação às aparições, e assim não teriam suas faltas contabilizadas naquele ano, além disso, o banheiro seria destruído. Assim foi feito, e o espaço foi transformado em um almoxarifado, onde, até onde sabemos, não foram registradas novas atividades paranormais.

Apesar da tentativa do diretor, muitos jovens já tinham conhecimento da história, o que fez com que o caso se espalhasse por aí. Alguns dizem até que outras escolas se aproveitaram do ocorrido para evitar que seus alunos matassem aula. Isso fez com que a história tomasse as proporções que conhecemos hoje, contando até com relatos de diversas aparições de outras loiras em banheiros de escolas.

Arrepiou? Por aqui também. Agora que você já conhece a verdade, compartilhe com os amigos que também não perdem uma história macabra.

 

 

Fonte: “A Verdadeira História da Loira do Banheiro do Colégio Canadá”, de Dino Menezes.

Bruna Domato

Estudante de publicidade