Estação Ecológica de Jureia-Itatins, em Peruíbe

Fotos: Christian Jauch

Ecoturismo em um cenário espetacular. Você conhece a Estação Ecológica de Jureia-Itatins?

Com uma área de mais de 92 mil hectares, que integra os municípios de Peruíbe, Itariri, Miracatu e Iguape, a Estação Ecológica de Jureia-Itatins é uma Unidade de Conservação, Patrimônio Mundial da UNESCO, criada por lei em 1986 e gerida pela Fundação Florestal, pertencente à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

A Jureia, como é popularmente conhecida, concentra quase 40% da vegetação primitiva da área de todas as unidades de conservação do estado de São Paulo. Isso a caracteriza como um dos pontos mais preservados do litoral paulista, com muitas espécies endêmicas, ou seja, que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta e utilizam a região, longe da intervenção humana, para reprodução, alimentação e descanso.

A diversidade de ecossistemas e as peculiaridades de cada um deles – areia das dunas, lodo do manguezal, solo com água salobra, árvores típicas de floresta de planície, matas de encosta e vegetais rasteiros das rochas – garantem a variedade de espécies de flora e fauna locais, tornando a Jureia um verdadeiro paraíso ecológico.

Mosaico da Jureia

A Estação Ecológica Jureia-Itatins faz parte do Mosaico de Unidades de Conservação da Jureia-Itatins, uma área com mais de 110 mil hectares que abriga outras três Unidades de Conservação de Proteção Integral – Parque Estadual do Itinguçu, Parque Estadual do Prelado e Refúgio de Vida Silvestre, além de duas Reservas de Desenvolvimento Sustentável, da Barra do Una e do Despraiado. Este cenário indescritível reúne praias, rios, cachoeiras e trilhas.

A Jureia tem uma considerável importância histórica, pois o primeiro acesso à região se deu ainda na época de Martim Afonso de Souza, que pretendia interligar a Capitania de São Vicente à Iguape e Cananeia. Mais tarde, o Imperador Dom Pedro I ordenou a construção do Caminho do Imperador na área, por onde transitava o Correio del Rei – mensageiros que traziam notícias sobre a Guerra do Paraguai. E, ainda mais à frente, Marechal Rondon instalou pontes de ferro que ligavam o Rio de Janeiro ao sul do país, além de uma linha telegráfica.

A população local é conhecida como caiçara, formada da fusão de portugueses, índios e negros, em sua maioria pescadores, mateiros, caçadores e palmiteiros, que mantém ainda hoje algumas tradições locais, como danças, artesanato e crenças religiosas.

Há restrições para visitação na Estação Ecológica, mas outras áreas do Mosaico podem ser visitadas e, inclusive, há empresas de ecoturismo que operam roteiros locais.

Informações e agendamentos: (13) 3457.9243