Aves de Itanhaém: a cidade tem mais de 350 espécies catalogadas

Com fotos de Carlos Eduardo Quaresma

Você sabia que entre Mongaguá e Itanhaém existe uma área com mais de 8 mil hectares de restinga, que abriga cerca de 350 espécies de aves?

A região é considerada como IBA (Important Bird and Biodiversid Area – Área Importante de Aves e Biodiversidade, em português), pela BirdLife International, o principal órgão de preservação e conservação das aves ao redor do mundo.

Inspirado por essa constatação, o fotógrafo e educador ambiental, Carlos Eduardo Quaresma, criou o projeto ‘Aves de Itanhaém’, com intuito de preservar e conservar a rica avifauna que existe no município, por meio de acompanhamento e registros fotográficos tanto em ambiente rural quanto urbano da cidade, com ênfase na observação das aves (birdwatching).

 

O projeto

Carlos explica que a ideia do ‘Aves de Itanhaém’ é também despertar o interesse das pessoas para observarem mais a natureza.

“Isso ajuda a causar um impacto muito positivo, tanto em relação aos benefícios à saúde como com relação à atenção para a necessidade de preservação e conservação da natureza”, esclarece.

O projeto tem com parceiros outras entidades que atuam com o mesmo propósito no país, como o Instituto Tucuxi, Projeto Aves Brasileiras, Save Brasil e da Birdier.

Exposição

Até o dia 17 de fevereiro, é possível visitar uma exposição com as fotos de Carlos Eduardo Quaresma, na Pinacoteca Municipal de Itanhaém (Praça Carlos Botelho, 48 – Centro), das 9h às 17h, de segunda a sexta, e aos fins de semana, das 11h as 17h.

Por que Itanhaém?

A Baixada Santista está situada em uma região de Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta.

Somos privilegiados, levando em consideração que restam apenas cerca de 7% de sua extensão original e que isso nos torna uma das melhores localidades para a prática de birdwatching no Brasil e no mundo.

Em Itanhaém, os quase 8.000 hectares de floresta de restinga abrigam mais de 350 espécies de aves, muitas já ameaçadas de extinção, como o papagaio-da-cara-roxa, o gavião-pombo-pequeno, o sabiá-pimenta e a saíra-sapucaia.

Com isso, a cidade é reconhecida no exterior pela quantidade de espécies e a grande importância desse fato para o meio ambiente.

Estima-se que os EUA faturam anualmente mais de US$ 35 bilhões com os birdwatchers, um cenário promissor para o Brasil, o segundo país do mundo em espécies de aves (1919 ao todo), perdendo apenas para a Colômbia.

Conheça outras espécies sob a lente de Carlos Eduardo Quaresma